A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 29/04/2021
Atualmente, um dos aplicativos mais utilizados de transporte chamado “Uber”, deu ínicio a um conceito conhecido como “Uberização”, que consiste em definir o novo fenômeno existente no mundo do trabalho. A nova categoria de trabalho, compreende a falta de vínculo empregatício, entre empregador e empregado.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que esse conceito leva o nome do aplicativo, por ele ser praticamente hegemônico nos grandes centros urbanos. Essa, é uma realidade de relação de emprego que pode se tornar dominante nos próximos anos, a uberização é o resultado de um conjunto de fatores, entre eles o avanço de políticas neoliberais. Dessa forma, esse modelo de organização defende a máxima desregulamentação da força de trabalho, juntamente com a diminuição de lucro e a flexibilização do meio lucrativo. Diante disso, fica claro a precarização do trabalho e do trabalhador.
Outro fator existente, é o alto índice de desemprego, segundo os dados do IBGE, cerca de 12,9 milhões de brasileiros estavam desempregados no primeiro trimestre de 2020. Diante do exposto, fica evidente o porque milhares de pessoas se sujeitam a trabalhos sem dignidade, segurança e direitos assegurados, as pessoas se submetem a esse tipo de serviço para ter uma renda mínima e sobreviver. O livro escrito por Ricardo Antunes, chamado “O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviço na era digital”, retrata muito bem a realidade da classe trabalhadora, em suas principais tendências.
Por fim, é necessário que o Ministério do Trabalho e do Emprego voltasse ao funcionamento, já que foi extinto, para que existam mais meios para a fiscalização das empresas. Além disso, cabe ao governo federal, exigir uma autorregulamentação das empresas, ou até mesmo criar uma lesgislação específica. Dessa maneira, será possível evitar abusos e dar o mínimo de proteção ao trabalhador.