A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 29/04/2021

Com a “Quarta Revolução Industrial”, vê-se que, a presença de tecnologias digitais em meio à economia brasileira tem aumentado significativamente. Dado que, essa realidade foi nomeada de “uberização”, recebendo herança do Uber que implantou um conceito de negócio com menos intermediários. Diante dessa perspectiva, é necessário analisar que a “uberização” do trabalho na era tecnológica está ligada à busca por mais liberdade e consequentemente ao aumento da precarização na economia dos dias atuais.

Praticamente todas as leis nacionais favoráveis ao proletariado foram oficializados na Era Vargas - que durou de 1930 à 1945. Elas visaram a proteção do proletariado e criminalizaram exploração contra o mesmo. Apesar de muitas dessas medidas estarem em vigor até hoje, a crise econômica que fez o Brasil despencar da sexta maior economia do mundo para a décima em questão de nove anos ocasionou nos direitos trabalhistas deixando de ser a prioridade do indivíduo de classe baixa, que agora sem escolhas procura por qualquer função que vai garantir o mínimo: um salário.

Grandes corporações se aproveitam do estado financeiro decadente da maior parte dos cidadãos e dos avanços tecnológicos para contratarem milhões de pessoas com pouquíssimos direitos e porcentagens altas sendo descontadas por cada serviço prestado que deixam o proletário sem opções ao não ser dobrar as horas para conseguir dinheiro suficiente para se sustentar.

Dessa forma, é necessário que a secretaria do trabalho utilize de uma parte das verbas federais para inspecionar com mais vigor as multinacionais e cobrar melhores condições e direitos. Se necessário, em alguns casos específicos e mais graves, abrir então inquéritos para se resolverem judicialmente. Isso adequaria ainda mais a relação entre chefes e funcionários e como bônus amenizaria a crise nacional pois com os civis com mais condições de consumirem produtos as vendas do país aumentariam; aquecendo, assim, a economia do mesmo.