A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 28/04/2021

Se tem discutido, recentemente, acerca da uberização do trabalho na era tecnológica. Segundo Steve Jobs, “a tecnologia que move o mundo”, essa afirmação pode ser associada ao desenvolvimento da uberização em diversos locais. Por meio desse avanço e fácil acesso, muitas pessoas estão à procura deste serviço, isso ocorre também por causa das altas taxas de desemprego na sociedade. Contudo, na era atual da tecnologia essa uberização é sinônimo de precarização, em razão da grande falta de direitos ou garantias trabalhistas. A alegação de Jobs se torna mais constante ao longo do tempo, em vista disso uma análise dos problemas relacionados a uberização se tornam fundamentais.

Em primeiro lugar, deve-se abordar uma escassez da qualidade de vida relacionada ao uso da uberização. O filme “Tempos Modernos”, retrata uma rotina exaustiva e uma grande precariedade das condições de trabalho do protagonista Charles Chaplin. Apesar do ambiente de serviço do filme ser diferente do encontrado pelas pessoas que participam da uberização nos dias atuais, é possível fazer uma relação entre as diversas consequências e desvantagens associadas sofridas pelas duas realidades, tendo como resultado uma queda da qualidade de vida no trabalho. Portanto, torna-se essencial uma discussão sobre as condições e os direitos de trabalho dos cidadãos que estão comprometidos com esse processo na era tecnológica da atualidade.

Ademais, outro problema a ser discutido é o aumento de pessoas a procura de serviços e empregos específicos a uberização. Analogamente o IBGE realizou uma pesquisa, e os dados levantados pelo PNADA (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), demostram quem em 2018, 3,6 milhões de brasileiros trabalhavam dessa forma. Em comparação a isso com mesma essa essa pesquisa que foi realizada no ano anterior, foi observada um crescimento de 29,2%, ou seja, houve um acréscimo de 810 milhões de pessoas. Logo, apesar do trabalho ser de forma informal, é necessário visar a melhora dos direitos e garantias trabalhistas, para este grupo de pessoas que se relacionam com a uberização do trabalho.

Portanto, é necessário que se tomem medidas, um fim de mitigar os problemas ligados a uberização do trabalho e sua precarização. Para isso deve ser criado um órgão público responsável apenas pelos trabalhadores dessa área. Esta organização irá ser formada pelas pessoas: ME (Ministério da Economia), MS (Ministério da Saúde) e MP (Ministério Público). Para a formalização deste órgão deve-ser realizar uma reunião com os ministérios, os deputados, os senadores e os vereadores, e depois encaminhar uma proposta para ser analisada pelo resto do corpo presidencial. Apesar da declaração de Jobs, com a aprovação deste órgão, os direitos ou garantias trabalhistas podem se tornar realidade.