A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
Havia expectativa de que a revolução tecnológica traria mais tempo e liberdade ao trabalhador. De fato, hoje há quem acredite que isso ocorre. Entretanto, a cientista social Ludmila Costhek Abílio alerta que é uma ilusão, vide a lógica do trabalho no Uber, por exemplo. A realidade é que esses usos das tecnologias vêm precarizando as relações de trabalho através da sedução de uma ilusória ideia de liberdade por não ter patrão. Portanto, a pesquisadora salienta que a precarização do trabalho não é novidade e que a lógica do capital globalizado não combina com direitos e vínculos empregatícios sólidos, sendo necessárias políticas públicas para reverter essa situação.
As leis favoráveis ao proletariado visaram a proteção e criminalizaram exploração contra o mesmo, apesar de muitas dessas medidas estarem em vigor até hoje. A crise econômica que abalou o Brasil, ocasionou nos direitos trabalhistas, deixando de ser a prioridade do individuo de classe baixa que sem escolhas, procura por qualquer função que ira garantir o mínimo: sálario.
Grandes corporações se aproveitam do estado financeiro decadente de grande parte dos cidadões e dos avanços tecnológicos, contratando milhões de pessoas com pouquíssimos direitos e havendo altas porcentagens a serem descontadas por cada serviço prestado, deixando o proletário sem opções, a não ser dobrar sua carga horaria visando um salario para sustento. Indubitavelmente, o convívio atual com a falta de planejamento e direitos trabalhistas acarreta séries de problemas tanto financeiros quanto mentais, tornando-se caótico o momento (Pamdemia) em que o Brasil está passando.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho acrescente leis para melhores condições e direitos do cidadão. Se necessário, que aja a utilização de uma parte das verbas federais para inspecionar com mais vigor as multinacionais, por exemplo, a empresa Uber, proporcionando a uberização na área tecnológica.