A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 01/05/2021
Como consequência do liberalismo e do avanço da tecnologia na Quarta Revolução Industrial, a “uberização” consiste em um trabalho com menos intermediários, diminuindo a distância entre a oferta e demanda onde tudo pode ser feito digitalmente. Diante dessa ótica, é fundamental examinar a “uberização” do trabalho, que pode estar ligada a busca de liberdade econômica ou o aumento da precarização da economia.
Primeiramente, é pertinente ressaltar que a amplificação da tecnologia no trabalho “uberizado” faz com que os trabalhadores recorram por opções mais liberais e que tenham um retorno mais preciso. Segundo o IBGE 2020, o aumento da demanda do “home office” pelas empresas brasileiras foi de 45% desde o início do ano, portanto, se nota que a tecnologia permite uma flexibilidade maior, facilidade no uso e a diminuição da distância entre oferta e demanda.
Em contrapartida, um dos problemas causados pela “uberização” é a precarização do trabalho, já que os trabalhadores que optam por este ofício consequentemente abrem mão dos seus direitos trabalhistas, ficando mais vulneráveis a situações imprevisíveis, e para compensar esse ganho mensal, trabalham exaustivamente. Por esta razão, o excesso de “liberdade” pode ser prejudicial, principalmente para os assalariados.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar essa problemática. Os problemas ocasionados pela uberização possuem relação socioeconômica, isto posto, cabe ao Ministério do Trabalho diminuir a precarização da economia e assegurar os direitos do trabalhador na atual era tecnológica por meio da criação de uma lei com regulamentação do “home office”, “freelancer” e outras profissões consideradas informais na Consolidação das Leis do Trabalho, por conseguinte, minimizar a instabilidade da segurança do trabalhador informal.