A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

A Quarta Revolução Industrial chegou ao século XXI trazendo consigo uma nova forma de trabalho chamada uberização, que consiste na terceirização e automoção do serviço. Com isso, os empresários e consumidores são beneficiados, os empresários por possuírem menos gastos e os consumidores por causa dos preços mais baixos; porém a maior parte da população é formada por trabalhadores, que são os que mais sofreriam com essa prática, porque não teriam seus direitos básicos garantidos e conviveriam com a instabilidade financeira, já que teriam que arcar com esses custos com o próprio salário bruto que seria insuficiente, ou seja, haveria uma precarização do trabalho.

Uma vez que a uberização for instaurada os trabalhadores sofreriam pela falta de suporte que geralmente é disponibilizado pela empresa, e ainda assim lidar com a pressão que já é presente nos dias atuais que faz com que o trabalhador não ganhe o suficiente pelo que é cobrado dele, como é visto em “O Diabo Veste Prada” em que a forma com que o resultados são cobrados da personagem principal é completamente desumano e ruim para saúde física e mental dela. Com a uberização o trabalhador teria que arcar com os problemas de saúde causados pelo trabalho com o próprio dinheiro, já que o emprego não disponibilizaria esse suporte, além de não possuir férias tendo que trabalhar todos os dias do ano com a incerteza se no outro dia terá condições de sustentar a si mesmo e a família, já que só existiriam empregos temporários.

Inegavelmente essa prática trará mais desvantagens do que vantagens, porque os funcionários passarão a receber por horas trabalhadas o que causará uma sobrecarga do trabalhador, enquanto ao mesmo tempo o salário dele não seria paralelo a essa sobrecarga. E toda a resposabilidade que a empresa tem para com o trabalhador seriam transferida para o mesmo, que não teria direito a férias, nem apoio piscológico ou suporte em caso de acidente. Em razão disso o trabalhador estaria praticamente pagando para trabalhar passando por situações nada vantajosas.

A fim de que o trabalhador não perca seus direitos, é necessário que medidas sejam tomadas pelo Ministério do Trabalho, para que os direitos sejam cada vez mais fiscalizados e frizados na mídia, garantindo assim que tanto os ploretários quanto os empresários estejam cientes dos seus devidos direitos. Com isso conseguirão reinvindica-los de forma justa recorrendo ao INSS e ao Departamento de Recursos Humanos da empresa.