A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
Ainda que ao ver da população o emprego informal, que teve seu reconhecimento nos estudos realizados pela Organização Internacionais do Trabalho (OIT) em 1972, seja um área que tem sua liberdade, é notório, a partir de estudos, que há muitos pontos negativos. Essa “uberização” traz consigo desvantagens como a ausência dos direitos trabalhista e a variação de renda, e é o que será discutido ao decorrer do texto.
Em primeiro plano, o aumento do desemprego fez com que se expanda os subempregos, dando mais oportunidades para a população. Porém, juntamente com essa forma de serviço vem a falta dos direitos trabalhistas, que foi criado em 1943 tendo objetivo de proteger o trabalhador com carteira assinada, que não é o caso dos trabalhadores informais. Então, direitos como férias, salário e 13º não são garantidos.
Ademais, os trabalhadores por conta própria não possuem o salário fixo como os de carteira assinada, isso quer dizer que o salário depende muito de como será aquele mês, e ao observar a nossa atual realidade um estudo foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), onde viram que os trabalhadores informais foram os que tiveram maior queda de renda em 2020 por conta da pandemia. Percebe-se que a renda dessas pessoas é determinada tanto por grandes e pequenas situações.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar essa problemática. É necessário que esses trabalhadores informais se informem sobre a questão de ter um CNPJ, e que a Secretaria do Trabalho ajude nesta questão de informar a essas pessoas. Isso tudo para que possam ter direitos como o salário, férias, aposentadoria, entre outros.