A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

Segundo Adriano Gianturco, professor de ciências políticas do Ibmec, a uberização vai se espalhar, é inevitável, visto que vivemos em um período em que tudo que usamos esta relacionado a tecnologia. Não é novidade como a tecnologia vem fazendo cada vez mais parte do mercado de trabalho. De maneira relacionada a isso, temos a situação da “uberização” do trabalho, em que deixa a questão de “liberdade ou precarização do trabalho?”. Nessa situação, destacam-se dois pontos, a falta dos direitos trabalhistas e a baixa remuneração desses trabalhadores.

Em primeira linha, é inevitável citar que essa era tecnológica em que estamos vivendo atualmente, se da pela constante transformação do mercado nessa quarta revolução industrial que vivemos. O mercado se adapta ao consumidor, então a técnlogia acaba se tornando cada vez mais comum no meio do trabalho. Diante disso, lojas e micro empreendedores tem adaptado suas vendas ou afins, a aplicativos de celular e em ambientes virtuais. Resultado que trás um grande aumento no número de trabalhadores informais, aqueles que não trabalham de carteira assinada e não tem direitos trabalhistas, desses aplicativos, principalmente para área de entrega de comida. Infelizmente, dentro dessa área a segurança é algo não garantido. Eles não trabalham de carteira assinada para uma empresa, diante disso não possuem os direitos impostos pelo governo, sem contar que estão sujeitos a acidentes, e não há nenhuma lei em específico que cubra a segurança desses trabalhadores.

Outrossim, é notório que a independência desses trabalhadores autônomos não lhes trazem uma certeza em relação a sua renda fixa. Acontece que dentro desses aplicativos os servidores precisam de uma boa avaliação dos usuários para trabalharem, sendo assim, sem uma nota boa, não são chamados para fazerem suas corridas e não recebem dinheiro por isso. Dessa forma, precisam trabalhar muito, e ainda assim ganham um salário inadequado. Alguns funcionários trabalham durante muitas horas seguidas tendo que cobrir suas próprias despesas como gasolina e em alguns casos até pagar o aluguel de uma bicicleta ou moto para que possam trabalhar. Sendo assim, o grande esforço que essas pessoas fazem muitas vezes não é compensado com uma boa remuneração salarial, o que as tornam escravas de horas de trabalho para um baixo salário.

Visto tudo isso, torna-se mais que necessário visar medidas que acabem com essa precariedade do trabalho informal da era tecnlógica. Portanto, cabe a secretária do trabalho, por meio de investimentos, a criação de novas leis que responsabilizem essas empresas virtuais de transporte e entregas pela segurança de seus funcionários e a criação de um salário fixo baseado no quanto o funcionário trabalha, para que tenham suas vidas asseguradas e que possam trabalhar com dignidade.