A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 01/05/2021

A uberização é um novo processo de trabalho, pelo qual os trabalhadores fazem o uso de bens privados para oferecer seus serviços. Seu nome se da ao Uber, que implantou um conceito de negócio com menos intermedíarios. Com isso vai trazer alguns problemas, como a redução do trabalhador ao trabalho terceirizado, deixando o trabalhador sem as leis trabalhista, já que é um trabalho sem carteira assinada.

O trabalho terceirizado é um dos grandes problemas com essa uberização do trabalho. A chamada “Quarta Revolução Industrial”, trouxe diversas tecnologias que acabaram substituindo o trabalho do empregado, como por exemplo os taxistas, que foram substituidos pelo Uber, que apesar de ainda ter funcionarios, o motorista do uber não tem os mesmos direitos trabalhista de taxi. Outro exemplo é o home office, que se popularizou muito na pandemia, e isso reflete nos profissionais buscarem mais liberdade de produzir, usando ferramentas como laptop e até o celular.

As leis trabalhistas são um conjunto de leis presentes na CLT, que servem para regular as relações de trabalho, ou seja, os direitos e deveres de empregados e empregadores. O problema do trabalho informal é que não existe essas leis trabalhistas, assim fazendo o funcionário ser seu “próprio patrão”, de um ponto de vista isso pode até ser bom o funcionário não ter um patrão, mas também faz o empregado perder diversas leis trabalhistas importantes.

Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar essa poblemática, como estudar e ensinar o processo de globalização e a sua relação com as inovações tecnológicas. Cabe também ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei para a regulamentação desses serviçoes realizados por plataformas digitais. Não importa o trabalho o trabalhador sempre deve ser priorizado e defendido.