A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

O termo “uberização” se refere à empresa Uber (maior empresa de transporte do mundo sem uma frota de carros), pois dela surgiram todas as outras empresas por aplicativo, que tem como objetivo encurtar a distância entre a oferta e demanda. Essa forma de trabalho facilitou a vida de diversas pessoas que encontravam-se desempregadas, mas também trouxe desafios em relação às leis trabalhistas.

Certamente a precarização vem aumento na economia formal, de acordo com o IBGE, em setembro de 2020, o país alcançou 13,5 milhões de desempregados e com isso o brasileiro requer a necessidade de se readaptar a situação precária de emprego. A Quarta Revolução Industrial também contribuiu bastante com essa nova forma de emprego por trazer uma economia com forte presença de tecnologias, mobilidade e conectividade.

Indubitavelmente essa Uberização do traalho trouxe uma série de desafios, e como forma de explicar um dele pode-se lembrar da fala de Santo Agostinho, “A necessidade não conhece leis.” ea necessidade de se ter um emprego e um sustento foi encontrada deixando como leis traalhistas de lado, desencadeando outros, como por exemplo uma dificuldade na aposentadoria pela falta da carteira assinada, a perca dos dias de trabalho por conta de problemas de saúde e outros diversos .

Portanto, as medidas devem ser atendidas para melhorar o processo de “uberização”, o governo estadual, municipal e federal juntamente com uma OIT, devem trazer leis e benefícios para esses trabalhadores, exigindo que empresas por aplicativo como por exemplo a Uber assinem em carteira dos motoristas, deem férias, FGTS, uma jornada de trabalho justa, licença Maternidade e licença Paternidade para melhorar a vida dessas pessoas, ou série ideal tornar esses empregos formais. Outra opção seria aumentar a quantidade de empregos no país, para diminuir o desemprego e consequentemente reduzir os trabalhos informais.