A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

A necessidade das pessoas de ganharem dinheiro para sobreviver, surgiu o que ficou conhecido como a uberização do trabalho. Um modelo que prevê um estilo mais informal, flexível e por demanda. A advogada trabalhista Deborah Gontijo, do escritório Kolbe Advogados Associados, afirma que a uberização é, na verdade, a modernização das relações de trabalho. As pessoas buscam uma alternativa de trabalho para garantir seu sustento e essa é uma das melhores formas.

Cerca de 13 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O número representa, aproximadamente, 12,4% da população. “É natural que isso aconteça por conta do cenário econômico. Há um grande aumento na automação e na inteligência artificial, que cuida das tarefas repetitivas. Isso faz com que aumente uma demanda por um novo tipo de trabalho, onde as próprias pessoas querem ter uma nova rotina, com autonomia nas tarefas e a possibilidade de optar por quando querem trabalhar”, explica.

Como mostrado no documentário “Vidas entregues” esse trabalho foi mostrado como um paraíso onde a pessoa teria liberdade para trabalhar quando quisesse, o quanto quisesse e que iria ganhar uma renda maior que

um taxista, por exemplo, depois a remuneração diminuiu e a jornada de trabalho aumentou, visto que, eles ganham de acordo com o quantos entregamm quantas corridas ou quantas faxinas fazem.

“A regulamentação é necessária e precisa vir o mais rápido possível, mas ainda assim teríamos que avaliar o conteúdo dessa legislação. Porque se não proteger a pessoa de forma completa, não vale muita coisa. O ideal seria ter o salário mínimo e contribuições para o INSS. Mas se a regulamentação ocorrer, acredito que acabaria com grande parte desse tipo de serviço”, pondera Rogério Dias, professor do UniCEUB e especialista em direitos do trabalho.