A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 27/04/2021
A uberização do trabalho é um tema muito recorrente da boca dos sociológos e estudantes, sendo um tema atual e polêmico. Em 2019, o filme “Você não estava aqui” lançou, onde retrata uma família na Inglaterra que passa dificuldades. A mãe é cuidadora em um lar de idosos, o pai é um trabalhador terceirizado em uma companhia de entregas. Para tentar mudar a situação, o pai aumenta a carga horária para ganhar um pouco mais. Entretanto, a família começa ver que as não houve mudanças boas, e sim piores. Os pais chegam tarde em casa, as necessidades básicas continuam na casa, e os filhos tenta se adaptar a falta dos país. Este filme retrata bem esse novo processo de trabalho e como ele dá uma impressão de “falsa liberdade”, em conseguinte apresenta os prejuízos que a uberização traz.
Em grande maioria, as pessoas que optam por esse tipo de serviço são aquelas que não tem outras opções, e precisam pagar aluguel, por comida na mesa, e outras necessidades básicas. Quando o trabalhador entra para uma companhia urberizada, ele ganha toda uma visão de liberdade. Ele escolhe a carga horária, ele escolhe em que locais quer trabalhar preferêncialmente, e vários outros indicios de um trabalho liberal. Em contra partida, o ganho é baixo, pois é a empresa que define a taxa que o trabalhador irá receber. E além disso, há gastos diários, como gasolina, comida, e entre outros, o que diminui ainda mais ganho. Confirmando que o custo benefício é baixo.
É indiscutível que os direitos trabalhista são de grande valor para um empregado, eles dão direito a aposentadoria, décimo terceiro, e várias outras vantagens. Porém, como o número de desempregados aumentou, milhares de pessoas ficaram sem opção, tendo que recorrer a trabalhos terceirizados em aplicativos. É importante salientar que esse tipo de serviço não dá carteira assinada, logo, não fornece o direito trabalhista aos empregados. Além disso, não há sindicatos e nem a quem recorrer, caso aconteça algum tipo de acidente durante o percuso (no caso de aplicativos de entrega), ou seja, o trabalhador tem que arca com todos os custos. Assim, não há ganho legal nesse tipo de trabalho.
Assim, devido a todos os fatos mencionados, é necessário que sindicatos trabalhistas façam campanhas de conscientização sobre os prejuizos da uberização do trabalho, que assim, por meio deles, os trabalhadores que dependem dessa forma de trabalho, façam campanhas para as empresas que controlam esse meio laboral aumentem as taxas de ganho e forneçam direitos trabalhistas para os empregados. É importante também que o governo federal faça um novo projeto de lei que forneça carteira de trabalho para os trabalhadores de aplicativos, dando a eles os direitos necessários. Com tais medidas, milhares de famílias deixariam de passar dificuldades, como a do filme citado acima.