A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

“A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. A crítica do filósofo Rousseau é conhecida com o atual cenário social, contudo, no Brasil, em que a uberização do trabalho e como consequência a precarização profissional prejudicam o bem-estar social, a qual evidencia-se uma problemática para o país. Com isso, convém analisar as causas da uberização do trabalho e seus impactos.

Em primeira análise, dentre as causas de obstáculos, apresenta-se um mercado de trabalho saturado. Segundo o filósofo John Locke, os cidadãos cedem sua liberdade ao Estado, que, em compensação, deve garantir os seus direitos sociais, a exemplo do trabalho. Porém, segundo o IBGE o Brasil dispõe de cerca de 13 milhões de desempregados, na qual o mercado informal, em que insere-se a uberização do trabalho, torna-se uma medida precária, mas viável para sua sobrevivência. Logo, a adversidade é favorecida pelo crescimento do mercado de trabalho.

Consequentemente, essa mazela precariza o trabalho profissional. O mercado informal ao mesmo tempo que é uma alternativa para o desemprego e flexibiliza as relações de trabalho, ele desvaloriza as condições de trabalho, uma vez que o empregado não conta com garantias trabalhistas e arca com os riscos da atividade profissional, a qual infringe o artigo 1º da Constituição Federal, que garante a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho. Portanto, esta precarização do trabalho é danosa para o bem-estar social.

É evidente, portanto, que essa mazela precariza o trabalho profissional. O mercado informal ao mesmo tempo que é uma alternativa para o desemprego e flexibiliza as relações de trabalho, ele desvaloriza as condições de trabalho, uma vez que o empregado não conta com garantias trabalhistas e arca com os riscos da atividade profissional, a qual infringe o artigo 1º da Constituição Federal, que garante a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho. Portanto, esta precarização do trabalho é danosa para o bem-estar social.