A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 03/05/2021
Hodiernamente, muito se discute sobre a uberização do trabalho na era tecnológica. No momento em que vivemos, é notório que o desenvolvimento tecnológico alterou nossas relações comerciais e por conta disso houve impactos no âmbito trabalhista. Um exemplo disso, é de conhecimento comum que os motoboys na pandemia tiveram um papel fundamental no isolamento social, apesar de não terem a devida remuneração sobre isso. Com isso, pode-se enxergar claramente o processo de “uberização” aos termos em mente o motoboy como um funcionário informal, trabalhando através dos algoritmos de uma empresa, onde ele não possui direitos trabalhistas. Acerca disso, pode-se inferir que os maiores problemas relacionados a esse processo são a falta de direitos que o motoboy teria que ter de uma determinada classe trabalhadora e a qualificação exigida pelas empresas ao que se diz um trabalho formal.
A princípio, sabe-se que hoje em dia o mundo comercial e virtual basicamente se fundiu fazendo assim surgir uma nova classe trabalhadora. Desse modo, percebemos que isso está sendo possível através de um mediador: a internet, o que leva essas pessoas a serem responsáveis por seu próprio negócio e consequentemente não usufruir de direitos trabalhistas assim como um funcionário de uma empresa comum. Ademais, no Brasil o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que motoristas não têm vínculo de trabalho com a Uber, assim como na Califórnia, o que reafirma a informalidade do trabalho. Sendo assim, a questão acaba por se tratar de uma adaptação e melhor gestão da renda salarial dessas pessoas.
Por conseguinte, sabe-se que a educação é uma pauta muito importante no desenvolvimento econômico e também no crescimento pessoal da próprio pessoa. Para exemplificar, a China, cujo segundo O Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA) é o país de melhor educação básica no mundo. Sendo assim, pode-se interpretar que a educação é um símbolo de prosperidade e desenvolvimento em uma nação, o que faz com que as multinacionais e empresas em geral queiram pessoas cada vez qualificadas para trabalhar.
Portando, são necessárias medidas que atenuem a situação. Logo, o Governo deve promover cursos digitais gratuitos de educação financeira e de especialização em diversas áreas predispostas na nossa sociedade, para que assim esses novos trabalhadores saibam como investir e gerir seu próprio negócio, e essas pessoas que optassem por trabalhar formalmente, com direitos trabalhistas e regularização no trabalho fariam os cursos de especialização, e assim poderiam ter uma maior competência tanto para conseguir um emprego tanto para fazerem vestibulares nas demais carreiras que desejassem seguir.