A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

É notório que o desenvolvimento tecnológico alterou as relações do comércio. Pode-se observar que durante a pandemia do novo coronavírus um aumento sigificativo nos números da uberização, com a pandemia os motoboys tiveram um papel fundamental no isolamento social, apesar destes não terem a devida remuneração, ou seja, não tem os direitos trabalhistas. Pode-se inferir que as maiores problemáticas da uberização são, a falta de direitos trabalhistas de uma classe e a qualificação exigida pelas empresas onde se diz um trabalho formal.

Ademais, pode se dizer que o comércio juntamente com a internet criou-se uma nova classe trabalhista. Depois da pandemia, o número de entregadores e motoboys cresceu cerca de 3,5% em todo o Brasil e a maioria deles está trabalhando de forma informal, sem direitos trabalhistas e benefícios,  afirma a técnica do Dieese.

Outrossim, é evidente que a independência desses trabalhadores autônomos não trazem uma certeza em relação a renda fixa. Pois, dentro desses aplicativos, como Uber eats, Ifood, Rappi, e outros, os servidores precisam de uma boa avaliação dos usuários para trabalharem, sendo assim, sem uma nota boa eles não são chamados para fazerem suas corridas e então não recebem. Sendo assim, o grande esforço que essas pessoas fazem não é compensado com uma boa remuneração salarial, o que as tornam escravas de horas de trabalho para um baixo salário.

Portanto, são necessárias medidas que amenizem a situação. Logo, o Governo deve promover cursos gratuitos de educação financeira e de especialização em diversas áreas predispostas na nossa sociedade, para que assim esses trabalhadores saibam como investir e gerar seu próprio negócio, e aos que optassem por trabalhar formalmente, com direitos trabalhistas e regularização no trabalho, cursos de especialização profissional, e assim ter uma maior competência para conseguir um emprego e para realizar vestibulares nas demais carreiras que desejam seguir.