A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

O documentário “Gig, a uberização do trabalho” retrata a vida de quem está em contato direto com os serviços prestados através de aplicativos e as dificuldades enfrentadas por eles. No Brasil, esse tipo de trabalho autonômo precisa ser colocado em pauta, uma vez que, os prestadores de serviços não possuem direitos trabalhistas assegurados, como previdência social e férias remuneradas.

Em primeira instância, é importante destacar que a crise financeira e consequentemente, a alta nas taxas de desemprego que atingiram o país possuem grande influência no aumento dos números de motoristas por aplicativos, que cresceu cerca de 139% entre os anos de 2012 e 2019 de acordo com o IBGE. A procura por esse tipo de serviço está ligada diretamente à falta de oportunidade de ingressar em um trabalho formal e a necessidade de uma renda extra da maioria dos brasileiros. Evidenciando, dessa forma, que tal problemática precisa ser discutida.

Ademais, vale ressaltar que, com o crescente ingresso de trabalhadores nesse ramo os ganhos que, já eram baixos diminuem cada vez mais e a carga horária aumenta, tendo em vista que, para ganhar ao menos um salário minímo é necessário um longo dia de trabalho, que inclui cansaço fisíco e mental pois, além de prestar um serviço, eles precisam também se preocuparem com a avaliação obtida no aplicativo.

De acordo com os fatos supracitados, cabe ao Poder Legislativo a criação de um projeto de leis que priorizem o bem estar do trabalhador inserido na uberização, enfatizando uma remuneração adequada, garantias trabalhistas, e aplicando multas à empresas que não seguirem a regulamentação imposta a fim desses trabalhadores deslumbrarem de uma melhoria.