A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
Com as novas tecnologias e conectividade entre pessoas e coisas, surge a ‘‘uberização’’, como uma ferramenta de aprimoramento do trabalho. Essa atividade consiste em um prestador de serviço e um usuário, e geralmente é mediado por um aplicativo. Por um lado, essa modalidade garante aos trabalhadores flexibilidade de horários e retorno financeiro. Já por outro, os mesmos, não têm direitos ou garantias trabalhistas, o que colabora para a precarização do serviço.
Como uma forma de garantir uma renda extra ou até mesmo sair do desemprego, esse trabalho garante seus pontos positivos quanto à versatilidade de horários, retorno financeiro e em alguns casos pouca burocracia. Assim, o prestador de serviço possui uma liberdade e é remunerado de acordo com o tempo que exerce sua função.
Em contrapartida, esse serviço não oferece os direitos trabalhistas ao prestador, que fica sujeito a condições desfavoráveis e não amparado em situações como auxílio doença, férias remuneradas e acidentes que estão propícios no trânsito diariamente. Segundo o IBGE, cerca de 13,7 milhões de brasileiros exercem essa atividade, ou seja, os trabalhadores estão sem base legal, onde ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais essa precariedade.
Logo, é essencial que medidas sejam tomadas para reverter essa questão. Portanto, o Poder Legislativo juntamente com os aplicativos devem entrar em acordo e criar leis que amparem os prestadores de serviço, para que contratante e contratato trabalhem juntos, colaborando para a melhor entrega da qualidade do serviço.