A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

É notório que empresas que possuem funcionários “uberizados”, alegam que o serviço que os mesmos exercem é apenas o feito da conexão entre os usuários e as empresas, de modo que as pessoas cadastradas caracterizam-se apenas como ‘parceiros’, tentando assim se eximir de uma responsabilidade. Além disso, o trabalhador arca por conta própria com diversos gastos advindos do exercício da função. Pode-se fazer uma analogia com a Quarta Revolução Industrial, marcada pela convergência de tecnologias digitais.

Por ser um trabalho de certa forma independente, por meio dele, ocorre a explicação  entre  autônomos e contratantes. Como é um afazer vendido sem interferência direta da empresa, ela não possui o dever de disponibilizar nada além do combinado para o contratado. A “uberização” está em evidência no mercado de trabalho, além de estar presente em um considerável número de serviços.

Isso acontece devido à ausência de vagas de emprego e ao demasiado número de desempregados que se encontram em desespero para se auto sustentarem e sustentarem a quem precisa da ajuda deles -familiares, por exemplo-. É algo que ao mesmo tempo aparenta ser precário, por não visar o foco nos direitos trabalhistas, é libertador, pois oferta o direito de receber dinheiro sem ter vínculo específico com unidade alguma. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), eram 10,1 milhões de pessoas em 2018 que o exerciam, uma alta de 9,9% em relação a 2017.

Logo, é imprescindível que hajam incrementos de mais desses tipos de serviços em empresas, tanto nas maiores quanto nas menores, elevando  assim, a quantia de funcionários e demandas de pedidos. É plausível também o aumento do investimento no marketing empresarial, atraindo uma certa clientela e fazendo com que a mesma colabore ao realizar mais pedidos, dessa forma, haverá mais contratações.