A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 03/05/2021

Desde a Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, os meios tecnologicos têm sofrido mudanças constantes e cada vez mais significatórias. Estar alienado torna-se mais importante a cada dia, uma vez que tudo, desde fazer compras, à trabalhar está ligado a internet. Esse meio facilitou as relações pessoais e trabalhistas, todavia, as consequências dessa dependência tecnologica devem ser analizadas.

Em primeiro momento, percebe-se que a sociedade é movida pela facilidade e pela comodidade. Com o serviço de entregas, tanto de alimentos quanto de outros produtos, é mais cômodo fazer um pedido online e esperar em casa pela sua entrega do que ir ao local. Esse cenário se mostra favorável ao consumidor e ao trabalhador, uma vez que os chamados “motoboys” apresentam também, direitos trabalhistas.

Em segundo momento, observa-se que segundo dados do IBGE, 30% da população brasileira não tem acesso à internet. Essa parte da população se encontra em uma posição preocupante, uma vez que é privada de muitos benefícios proporcionados pela tecnologia. O home office ou o estudo à distância não são opções para essas pessoas, sendo isso uma violação dos direitos humanos, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

É necessário, portanto, que os governos estaduais do país busquem, através de programas, melhorar o acesso à tecnologia dos estados afim de garantir que toda a população tenha os seus direitos garantidos e as mesmas oportunidades que os outros 70% do país. Cabe ao Sistema Judiciário, também, garantir que os direitos dos entregadores sejam preservados e mantidos.