A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 02/05/2021
Segundo Steve Jobs “a tecnologia move o mundo”, no século XXI isso realmente acontece, a pessoa simplesmente liga o smartphone aperta dois botões e pronto, alguém entrega a comida na sua casa.Mas e a pessoa que leva a comida, o que acontece com ela?
O entregador desse sistema chamado delivery sai do estabelecimento e vai até a casa de vários clientes para realizar a entrega dos pedidos.Porém não é apenas isto, o entregador precisa bater metas e ser rápido no serviço, com isso, se submetendo a vários riscos como acidentes de trânsito e assaltos.Também há casos em que eles trabalham até mesmo sem carteira assinada e por várias horas sem descanso.
Em síntese, esses trabalhadores informais acabam saindo gravemente feridos ou até mesmo mortos em acidentes. Segundo o site Correio Braziliense cerca de 30% dos acidentes causados envolvem motociclistas de delivery. Há também a ausência de direitos trabalhistas, fazendo com que estes entregadores tenha de trabalhar sempre que a empresa quiser, sem direito legal a férias e contribuição para aposentadoria.
Portanto, cabe ao Ministério dos Trabalhadores tomar medidas para formalizar essa função tão importante para a sociedade, garantindo direito a décimo terceiro,contribuição para aposentadoria e seguro de vida, tendo em vista os riscos corridos pelos entregadores. Bem como, o aumento no investimento em empresas privadas, para que estas, por sua vez,ampliem as solicitações de mão de obra formal, assim,levando os entregadores a um trabalho formal e digno.