A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 30/04/2021
Ao analisar o contexto pós guerra fria, à vitória geopolítica dos Estados Unidos da américa sobre a antiga União Soviética, temos por consequência a expansão e domínio do sistema capitalista sobre o mundo. Sua estrutura estimula a competição de mercado e sua evolução em conjunto com as tecnologias de seu período, tendo em ótica, tal capacidade de evoluir trouxe ao mundo novos meios de trabalho mais independentes e modulares como os serviços de entrega, que por sua vez trazem problemas sentimentais de individualismo e irrelevância ao trabalhador, e também é exposto aos perigos diários do trânsito.
Verifica-se que, por não fazer parte de uma economia colaborativa e não ter a sensação de contribuir em um processo de colaboração social, o profissional cria um sentimento cada vez mais individualista. A grande ameaça deste mercado de trabalho é essa fala sensação de liberdade, que proporciona o sentimento de irrelevância ao trabalhador, ao saber que não é importante e por sua vez se constituir de apenas mais um número, o desmotivando de seus afazeres profissionais.
Além disso, o sistema de aplicativos proporciona bónus por entregas rápidas, o que proporciona a maior taxa de acidentes envolvendo motocicletas, já que, aumentam as suas velocidades a fim de conseguirem realizar a entrega em um menor período de tempo. Segundo dados, em 2018, foram 366 mortes na capital paulista, contra 311 em 2017, que corresponde a um aumentou 17,7%. Comprovando o fato desses aplicativos incentivarem a insegurança desses trabalhadores, esses ainda assim aceitam devido as difíceis necessidades de sustento.
Logo, é necessário a participação a criação de modelo em defesa da vida do trabalhador, portanto o Ministério da Saúde em conjunto com Cidades, Infraestrutura, Trabalho e Emprego coordenados pela Casa Civil devem gerir e promover campanhas para enfrentar altos índices de acidentes de trânsito. Enquanto o Ministério da Educação irá oferecer a capacitação dos agentes de trânsito, e também desenvolver matérias escolares para conscientização dos estudante ao qual serão futuros condutores.