A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/05/2021

A uberização surgiu com a intenção da flexibilização do trabalho, tornando assim o mercado mais amplo de acordo com a demanda, trabalhadores a respeito da inserção. Contudo, tal incentivo ao surgimento maior de trabalhadores informais é constituído por desvantagens acentuadas, a falta de vincúlos empregatícios geram a instabilidade na renda, bem como a elevação do nível de estresse, trabalho excessivo e a lesão por esforço repetitivo (LER).

Sem a certeza do Ganho diário e se firmando apenas em uma estimativa, os trabalhadores informais saem para o serviço todos os dias em que muitas vezes, possuem mais de um emprego para que assim possuam um piso salarial mais consolidado, com isso gerando um efeito cascata no qual a insegurança e a pressão psicológica intensificam o tempo de trabalho, com isso gera um exaustão cuminando em doenças laborais que se agravam com o tempo.

Há casos de golpes contra entregadores, consistindo no cancelamento do produto após o envio do mesmo, afirmando que o pedido não foi entregue, mesmo que tenha sido. Nesses casos, o prejuízo sempre vai para os entregadores, muitas vezes demitidos, e que reclamam da falta de suporte e compreensão das empresas elevanto a tensão e o estresse. Como no domingo (21) de Fevereiro de 2021 Bauru, São Paulo, em que os motoboys se uniram para depredar a residência de um usuário do iFood acusado de dar golpes para não pagar pelas compras.

Destarte, é entendido que mesmo que o uberismo é muito benéfico para uma sociedade, especifica a comodidade, e para os trabalhadores informais, com a inserção no mercado de trabalho e para que não haja uma precarização do mesmo se faz necessária uma reconfiguração do Direito do Trabalho incubindo ao Estado especificamente o poder Legislativo a adaptação das legislações mediante desafios acima citados.