A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 29/04/2021
Em um cenário onde está cada vez mais complicado para o proletariado estar empregado, a única solução encontrada é entregar para o trabalho autônomo em empresas de Gig economy ( termo em inglês usado para descrever as empresas que formecem a ligação do trabalhador com o cliente, por exemplo a Uber, aplicativo de trasporte que liga o motorista ao cliente) porém nessas companhias não são contrados por carteira assinada, sendo assim não os trabalhadores não podem usufruir dos direitos trabalhistas. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) em 2018 aproximadamente 11 milhões de brasileiros trabalham com entregas para empresas culinárias através de aplicativos como Rappi, Uber Eats, iFood, James Delivery e Loggi, esse número só aumenta em aplicativos de trasporte de passageiros, e isso se torna um empecilho enorme para os que os trabalhos possuam seus direitos trabalhistas.
Sob essa perspectiva, a falta de comprometimento estatal que não faz nada ou pouco para promover o acesso ao trabalho formal, a autônomia se torna a unica opção com a escassez de políticas públicas para promover oportunidades de trabalho e educação superior, a uberização se torna um problema cada vez maior dentro do país.
Portanto, é de extrema importância tomar medidas em busca da resolução dessa problemática. Logo o Ministério do trabalho em conjunto com as empresas que oferecem esse serviço de gig devem fazer um acordo para melhores condições de trabalho para os proletariados, como a regularização desse trabalho. Dessa maneira se almeja promover uma solução para esse enorme problema no Brasil, visando um acesso aos direitos trabalhistas e desprecarização dessa área, para que todos os trabalhadores autônomos brasileiros tenham também acesso a uma autonomia sem deixar de lado direitos de extrema importancia.