A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 29/04/2021
De modo ficcional, o filme “Que Horas Ela Volta?” retrata o impacto da diferença social vivida no Brasil, dada a sua potencialização em realizar desdobramentos maiores dentro da sociedade. Desta forma, tais adversidades evidenciam desigualdades sociais e a falta de infraestrutura adequada para a concretização de uma inserção digna, de qualidade e assegurada de direitos no mercado de trabalho. Sendo assim, urge uma análise e uma resolução essas entraves para combater a precarização dos modos de serviço na realidade brasileira.
A princípio, é lícito destacar que a educação brasileira é refém de um déficit há anos, e 2020 escancarou a desigualdade no ensino e sua desvalorização. Nesse viés, muitos estudantes mais pobres ficam a mercê da evasão escolar podendo migrar precisamente para o ambiente de trabalho, este muitas vezes sem ter seus devidos direitos e um ambiente proveitoso para trabalhar.
Ademais, vale postular que a falta da qualidade de vida aos cidadãos também acaba abrindo caminhos para a sua não entrada na universidade, podendo ficar refém dos trabalhos secundários, tais como motorista de aplicativo. À luz dessa perspectiva, é fundamental que haja maior investimento em infraestrutura e acolhimento social para que todos os brasileiros sejam incluídos em ambientes escolares e, consequentemente, no mercado de trabalho.
Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para que tais questões sejam amenizadas. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério da Educação, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas. Por sua vez, estados e municípios devem colaborar com o precarização dos modos de serviço na realidade brasileira pelo investimento em infraestrutura de suas escolas, e em mais empregos para a população. Feito isso, o Brasil poderá garantir os benefícios da educação a todos, como relata o filme “Que Horas Ela Volta?”.