A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 26/04/2021

O livro, “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimentein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Desse modo, é necessário entender que a modernização do trabalho denominada “uberização”, afeta a sociedade como um todo. Nessa perspectiva, seja pela informalização das leis trabalhistas, seja por ser alternativas para a sobrevivência de desempregados, o problema exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é válido destacar que como forma de garantir direito aos trabalhadores, foi criada por Getúlio Vargas, a CLT, para que indivíduos trabalhadores tivessem direito a férias, salário fixo, etc. Entretanto, com o advento da tecnologia, percebe-se a existência de uma grande precarização da quantidade de funcionários em, principalmente indústrias, e com essa nova forma de emprego, a “uberização”, apesar de proporcionar uma renda, não possibilita aos prestadores de serviços, os direitos trabalhistas, pois não possuem renda fixa, carteira assinada, ganham apenas uma parte de todo o lucro que é direcionado para as empresas Uber, além de que danos nos automóveis são de total responsabilidade do motorista. Logo, é substancial que medidas sejm tomadas para a mudança desse quadro.

Somado a isso, a tecnologia se destaca por integrar um conjunto de recursos que proporcionam o avanço e inovação do mundo. No entanto, apesar de ser de profunda importância e eficiência, é responsável pelo aumento gradativo do número de pessoas desempregadas, pois como as máquinas fazem grande parte do trabalho, a mão de obra humana não se torna a prioridade. Por isso que como alternativa de receber uma renda, as pessoas optam pelo Uber, no qual as empresas responsáveis não proporciona nenhum direito trabalhista, podendo causar prejuízo para com os motoristas. Assim, é inaceitável que essa situação se perpetue.

Depreende-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação da população civil, que deve por meio de campanhas e protestos, promover movimentos que abordem acerca da importância que o ser humano tem de lutar pelos seus direitos, exigindo mudanças no cenário da vida dos motoristas de Uber, no qual possam ter os mesmos direitos trabalhistas que em outras profissões, a fim de proporcionar uma sociedade em que todos possam usufruir de seus direitos previstos em lei.