A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/04/2021

Na era Getúlio Vargas, a criação de sindicatos e leis trabalhistas auxiliou a classe operária no reivindicamento de direitos, a fim de garantir boas condições no mercado de trabalho. No entanto, o fenômeno da uberização na era tecnológica impede a proteção do trabalhador assegurada pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e decorre dos impactos da 4° Revolução Industrial devido à negligência governamental e o liquidismo social.

A princípio, o Estado brasileiro fomenta a desigualdade social através do descuidado em adotar novas medidas de proteção ao trabalhador. Sendo assim, a população desinformada sobre as consequências de trabalhar informalmente se torna alvo das grandes corporações que visam o lucro e não a segurança do funcionário. Consoante ao pensamento de Pitágoras, a política deve servir para ajudar a alcançar a harmonia entre as pessoas, mas a prática demonstra o contrário, visto que a negligência estatal em proteger os trabalhadores influencia na falta de acesso populacional aos benefícios normativos.

Ademais, é indubitável que as falhas nas habilidades sociais citada por Zygmunt Bauman se fazem presentes na atualidade. Por conseguinte, a sociedade líquida carente de empatia dificulta as relações interpessoais. Dessa forma, o processo de informalização do trabalho criticado de maneira agressiva, além do desrespeito com os trabalhadores, demonstra o liquidismo social. Tal fato acontece principalmente devido a herança cultural da aversão ao novo, tornando a uberização um processo doloroso para o proletariado.

Portanto, urge que o Ministério do Trabalho, em conjunção com o Poder Legislativo, atualizem as leis trabalhistas, a fim de assegurar que o funcionários informais tenham seus direitos garantidos e os reivindique quando necessário. Somente assim, a política avançará para alcançar a harmonia.