A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/05/2021
Durante o ano de 2019, as pessoas se viram de uma maneira que jamais poderiam ter imaginado antes. Por conta do vírus da Covid-19, as pessoas tiveram que ficar em quarentena dentro de suas próprias casas, sem ter a permissão para sairem para as ruas. Por isso muitas das pessoas passaram a utilizar aplicativos de fast food e a fazerem compras utilizando a internet. Graças a isso, muitas pessoas que estavam desempregadas passaram a trabalhar como entregadores.
Os entregadores são os responsáveis por pegar as encomendas diretamente com as lojas, sejam elas lojas físicas ou onlines, e levarem até os consumidores. No entanto, esse trabalho também apresenta várias desvantagens. Tendo em vista que os entregadores não são empregados das lojas das quais eles entregam os produtos, por conta disso eles não apresentam muitos dos direitos básicos dos empregados. Eles não têm direito a tirarem férias, não têm um fundo de garantia, não têm 13° salário no final do ano e também não apresentam plano de saúde. Isso acontece por que muitas vezes esses entregadores trabalham por conta própria ou em uma empresa que não oferece todos esses recursos. Devemos também levar em consideração o fato de que essas pessoas também não podem fazer seus isolamentos corretamente, tendo em vista que recebem de acordo com a quantidade de entregas que fazem durante o dia.
Como durante a pandemia muitas pessoas acabaram perdendo seus empregos, as pessoas que conseguiram manter fazem de tudo para continuar com eles, até mesmo arriscar a própria saúde para receber um salário no final do mês.