A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 12/05/2021

Na Constituição Federal de 1988, o artigo 23º assegura cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências. Entretanto, essa não é uma realidade no Brasil, visto que vivenciamos muito o capacitismo, discriminação com pessoas deficientes. Assim, medidas para combatermos o preconceito e a falta de inclusão social desses, devem ser adotadas.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que os deficientes passam constantemente por situações de preconceitos e julgamentos. Nesse contexto, o filme “Extraordinário” retrata a vida de um menino, o qual possui uma deformação facial e estudou apenas em casa, tendo como objetivo dos pais sua proteção, e está iniciando sua fase escolar, vivenciando bullying diariamente. Por conseguinte, sabe-se que toda forma de discriminação faz parte da violência e traz consequências severas para a vida das pessoas, tanto nas crianças, podendo afetar seu desenvolvimento e a forma como lidam consigo mesmos, quanto para adultos, que podem acabar com problemas psicológicos.

Em segundo plano, é notório a falta ou, por muitas vezes, inexistência de medidas de inclusão de pessoas com deficiências. Nesse viés, é indubitável que os deficientes são excluídos da sociedade, uma vez que nas ruas não há rampas nas calçadas e elevadores nos ônibus para cadeirantes, não há piso tátil para deficientes visuais e aulas em libras para deficientes auditivos, sem falar que, na maioria, das artes essas pessoas não são representadas. Dessa forma, cabe ao Governo investir em formas de inclusão de pessoas com deficiência.

Em suma, torna-se evidente que medidas para combatermos o capacitismo no Brasil devem ser exercidas, tais como o Governo promover campanhas publicitárias, por meio da mídia, com o objetivo de conscientizar a população quanto ao capacitismo e aos termos incorretos, a fim de que o preconceito e discriminação com essas pessoas decresça. Ademais, cabe as prefeituras investirem na inclusão dessas pessoas, por meio de obras em vias públicas para uma melhor locomoção, além disso, junto com o Governo Federal, proporcionar nas escolas públicas aulas em libras para que deficientes auditivos tenham acesso a educação. Desse modo, a discriminação contra pessoas com deficiências irá diminuir e haverá a proteção dessas, como a Constituição assegura.