A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/05/2021

É nítido observar o desenvolvimento e aumento que alguns trabalhos estão obtendo com o passar do tempo, como por exemplo, os de motoboy e uber, os quais são grandes aliados para aqueles que não conseguem empregos formais, conhecidos atualmente como “uberização do trabalho”. Sem dúvidas, no ano de 2020 o trabalho de motoby foi um dos mais procurados, pois em meio a pandemia, o desemprego foi altíssimo, assim, levando as pessoas a saídas alternativas, mesmo sabendo que não teriam a devida remuneração e valorização necessária.

Um dos maiores problemas que a prática da uberização proporciona é na falta de direitos trabalhistas, pois se trata de um trabalho informal. Assim, não é possível que tenha os mesmos privilégios dos demais, como por exemplo um seguro desemprego após uma demição, salário fixo, estabilidade. Segundo o site Sind Bancarios, no Brasil, mais de 10,1 milhões da pessoas já aderiram a este novo meio de trabalho, já que há espaço para todos, sendo somente necessário um meio de transporte e um smartphone.

No entanto, aqueles que usufruem da uberização do trabalho, vem sofrendo uma precarização muito grande e não liberdade, como deveria ser. Isso tudo ocorre por não serem considerados empregados e sim prestadores de serviços. Sem contar, no preconceito recebido por estarem ali, pelos olhos de muitos, como pessoas sem ensino básico ou formação superior. Assim, gerando cada vez mais uma desigualdade de classes.

Por fim, trabalhos como esses devem ser respeitados e valorizados, já que beneficiam toda a população de uma forma ou outra. Em suma, devem ser feitos protestos, passeatas e palestram que mostrem a importância da uberização no mundo tecnológico em que hoje é aplicado, prezando sempre pela igualdade e melhor privilégio trabalhista.