A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 09/05/2021
“Uberização” é o termo usado para classificar serviços criados com o intuito de encurtar a distância entre a oferta e a demanda, herança do Uber, que implantou um conceito de negócios com menos intermediários. Essa nova forma de serviço tem crescido diante do avanço tecnológico, porém, são necessárias melhorias para que esse serviço tão importante seja reconhecido.
Inquestionavelmente, os serviços uberizados têm tido destaque nos últimos anos, principalmente durante a pandemia da Covid-19, em que fez-se necessário o isolamento social. Dessa forma, muitas pessoas aderiram os serviços de delivery, principalmente para evitarem sair de suas casas mas ainda prestigiando seus restaurantes favoritos, por exemplo.
Entretanto, boa parte dos trabalhadores tiveram suas condições de trabalho pioradas, e isso ocorre pelo fato de que há poucas legislações específicas direcionadas à esses trabalhadores, fazendo com que as empresas aleguem estar realizando apenas uma conexão entre os trabalhadores e a empresa, eximindo quaisquer responsabilidade.
Ademais, pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp (Cesit - Unicamp) apontou que 70,5% dos respondentes trabalham para duas ou mais plataformas e, entre estes, 5,7% afirmaram estar inscritos nas quatro plataformas sugeridas (iFood, Rappi, Uber Eats e Loggi).
Por conseguinte, diante da precarização dos trabalhos uberizados, faz-se necessária a elaboração de leis trabalhistas para serviços de delivery, por parte dos parlamentares em vigor, a partir de projetos voltados para esse grupo, tais como exigência de comprometimento das empresas com os motoboys. Assim, os trabalhadores terão mais segurança e garantia em seus serviços, consequentemente, valorizando a profissão.