A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 10/05/2021

Desemprego, renda salarial precária e o crescimento descontrolado da tecnologia , são alguns fatores que cada vez mais expandem a “uberização”, não apenas no Brasil, mas sim em território mundial. Derivado dos fatores já citados, muitos trabalhadores encontram-se em situações críticas, pois as oportunidades trabalhistas convencionais já não atendem às necessidades salarias dos indíviduos, desse modo, os empregados são inconscientemente forçados a submeter-se ao novos empregos da era digital, consequentemente acabam sendo explorados pelas grandes empresas na maioria dos casos.

O livro “A Quarta Revolução Industrial” escrito por Klaus Martin Schwab, ilustra de forma precisa alguns dos conceitos da uberização, um dos pricipais temas da obra, é o inevitável fim das profissões consideradas padrões. Existem infinitos casos de professores, engenheiros, advogados e médicos que relatam uma desvalorização imensa perante seu trabalho, portanto, muitas vezes sem saída, os trabalhores procuram formas de renda alternativa, e desta forma, os empregados acabam por disperdiçar grande parte de seu tempo dedicado  à seus estudos e se tornam meras peças de empresas multinacionais que visam apenas o lucro.

Devido à toda problemática citada, as consequências que a uberização causa diante da população são inestimáveis, além do desemprego, os níveis de IDH e PIB também acabam por ser fortemente afetados pela uberização, desta forma, cada vez mais contribuindo para uma desigualdade socioeconômcia e profissional mais presente no Brasil.

Em suma, a fim de resolver todo o impasse perante os trabalhadores, cabe ao Governo Federal elaborar meios de proteção financeira aos desempregados e aqueles que possuem uma renda extremamente baixa, auxílios financeiros e reservas econômicas seriam destinados aos grupos citados, desse modo os números do IDH e PIB voltariam a subir, e teriamos uma sociedade com menos presença de um desigualdade social.