A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 09/05/2021

A tecnologia tem avançado cada vez mais em meio à economia brasileira, trazendo grandes benefícios, dentre eles, a “uberização”, que implantou o conceito de negócio com menos intermediários. Contudo, a “uberização” do trabalho está ligada à busca por mais liberdade e desse modo ao aumento da precarização econômica nos dias atuais.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o desemprego chega a 14,4%, sendo a maior taxa desde 2012, e atinge 13,8 milhões de pessoas. Contrapartida, os dados do IBGE 2020, mostram o aumento do uso do “home office” pelas empresas do Brasil, que cresceu cerca de 45%, sendo assim, é notório o crescimento da ´´uberização´´, que atua de acordo com a demanda dos clientes.

Contraponto, o trabalho é exaustivo, para que possa compensar o ganho mensal, além disto, sem proteção de leis trabalhistas, ficando vunerável a imprevistos, como por exemplo, acidentes. Por isto, o excesso de liberdade pode ser prejudicial ao empregado e aos empregadores.

Em virtude dos fatos mencionados, se faz necessário que o Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Justiça, para melhores condições de vida, aprimore as leis, para que assim o “home office” e os trabalhadores informais, sejam regulamentados na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), desta maneira, assegurando os direitos trabalhistas, garantindo um salário minimo e saúde. Dessa forma, trazendo melhores condições de vida aos trabalhadores e suas famílias.