A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 09/05/2021

É de conhecimento geral que a tecnologia tem crescido cada vez mais, e com ela suas facilidades, como ser intermediário ao se tratar de trabalhadores informais. Com a intenção de se sustentarem muitas pessoas procuraram formas de ter seu trabalho divulgado, conseguir mais serviços e melhorar sua qualidade de vida, porém esse tipo de trabalho sem registro tem suas dificuldades, como a baixa demanda de serviços e a falta de direitos trabalhistas.

Quanto mais pessoas perdem seus empregos fixos, é notório o aumento no número de trabalhadores informais, esses se adaptaram a ‘‘uberização", termo derivado do Uber que implantou um conceito de negócio com menos intermediários, ou seja, se tornou mais fácil a divulgação de produtos, em contraponto o grande número de serviços disponíveis aumenta a concorrência e, consequentemente, diminui o número de clientes.

Certamente com a grande quantidade de trabalhos informais há também muitos acidentes, por exemplo, um entregador pode se acidentar no trânsito, porém, sem direitos trabalhistas, será necessário se tratar em um hospital público, onde os mesmos não tem estrutura e capacidade para atender a grande população, além disso o tempo que ficar afastado não conseguirá receber seu dinheiro e poderá passar por necessidades e dificuldades para cuidar da sua casa.

Em virtude dos fatos mencionados, com a intenção de promover uma melhor qualidade de vida e proteção para os trabalhadores informais é necessário que o Estado junto ao Ministério do Trabalho auxiliem esses com direitos trabalhistas, os quais, ao se cadastrarem em projetos do governo, tenham garantia a pelo menos um salário mínimo, saúde e educação, dessa forma promovendo uma vida mais justa a todos os trabalhadores e suas famílias.