A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 31/05/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que o trabalho formal seja importante para a prosperidade da nação, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que o desenvolvimento tecnológico aumentou a “uberização”, sendo um serviço de baixa qualificação. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da busca pela oportunidade de serviço, bem como a precariedade da economia acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, é indubitável que o sistema industrial Toyotismo, a partir de 1960, teve como intuito a produção desenvolvida por pessoas altamente qualificadas. No entanto, ainda que essa implementação seja importante para o desenvolvimento, em contrapartida marginalizou o restante das pessoas, sem qualquer tipo de inclusão. Dessa forma, foi possível o aumento da “uberização”, sendo um sistema que não se responsabiliza pelo bem estar do prestador de serviços, além de não garantir os direitos trabalhistas. Tendo em vista isso, existe os aplicativos como o Uber, muito comum nas médias e grandes cidades. Por isso, é preciso que o Governo tome medidas para promover a geração de empregos, de modo que esse problema seja amenizado.
Sob um segundo enfoque, sabe-se que a educação financeira é uma pauta importante para o conhecimento pessoal, promovendo a formação da identidade. Contudo, tendo em vista a dissolução das leis trabalhistas, na execução da “uberização”, fica claro a dificuldade para intervir, de forma sólida, nas transformações sociais. Diante disso, a precariedade da economia tende a permanecer, intensificando a desigualdade social. Haja vista que, de acordo com o IBGE 2020, o crescente uso de “home office” pelas empresas do Brasil, cresceu cerca de 45%. Ou seja, é preciso que as autoridades mudem o percurso desse problema, de modo que a economia seja movida de forma correta.
Portanto, fica claro a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos na câmera dos vereadores, sendo administrados por profissionais da gestão econômica, para que os empregos sejam fiscalizados, a fim de verificar o cumprimento com as leis trabalhistas. Desse modo, será possível garantir os direitos, como a segurança. Além disso, cabe ao Governo incluir as pessoas nos postos de trabalho, a partir do desenvolvimento de obras públicas, a fim de qualificar as pessoas, de forma gradual, para o possível mercado de trabalho mais seletivo. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.