A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/05/2021

Entre as décadas de 20 até 70, emergiu um modelo produtivo, o fordismo, no qual consistia em uma repetitividade dos processos necessitando de pessoas com pouca qualificação.Não muito distante, a tecnologia  permitiu uma comunicação entre esse antigo processo de produção e o novo, ou seja a uberização em que consiste na entrega de serviços através de aplicativos.Assim sendo, é válido pensar como a uberização trouxe uma precarização dos serviços, e como tais aplicativos como: ifood e uber, transformaram o trabalho em uma espécie de ’’ jogo ’ ‘.       A priori, é válido ressaltar que a uberização, consiste em um trabalho com nenhum vínculo empregatício.Em vista disso, a pessoa não terá nenhum benefício ao exercer aquela profissão como: salário fixo ou ainda férias.A partir desse ponto, a pessoa precisa adquirir todos os objetos disponíveis para realizar o trabalho por sua conta.Ou seja, o mesmo cede seus poucos recursos para conseguir o equipamento necessário, à custa de receber um salário, que muitas vezes é inferior a um salário registrado, como consequência cria-se uma dependência de se adquirir mais jornada, ganhando mais ponto por entrega como um jogo.Portanto, a precarização do trabalho é evidente, juntamente com uma visão de que trabalhar é um jogo.

Ademais, no jogo Helix Jump, os indivíduos sempre buscam subir de nível e essa sensação é viciante aos usuários.Nessa mesma linha de raciocínio, um novo modo de induzir a pessoa a trabalhar surge: ’’ A gamificação ‘’, que consiste em trazer os recursos viciantes dos games para o trabalho, assim tornando os funcionários viciados em trabalhar, tal ferramenta é muito bem explorada por empresas de aplicativos, em que utiliza o sistema de recompensa por entrega, desse modo quanto mais entrega mais dinheiro você ganha.

Em sintese, uma gamificação origna-se uma precarização.Diante disso, torna-se necessário uma ação do ministério do trabalho, para tercerizar tais atividades, garantindo uma não precarização do trabalho.