A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 05/07/2021
Tomando como base as definições de trabalho autônomo e trabalho assalariado, sendo este último, no Brasil, fortemente associado à aquisição de diversos direitos trabalhistas principalmente no governo de Getúlio Vargas, é possível perceber a incrível mudança sofrida nas relações de trabalho ao longo das últimas décadas. A dinâmica das relações de poder foram radilcamente alteradas pelo mundo globalizado e a nova DIT(Divisão Internacional do Trabalho), mostra que o mundo não se resume mais a fornecedores de matéria-prima versus industrialização.
Com jornadas excessivas de trabalho, pagamentos definidos por algoritmos, penalizações por atrasos ou por notas inferiores a 4,6 em uma escade de 0 à 5,0, trabalhar para um aplicativo de entregas, por exemplo, não soa como um plano de carreira para alguém, mas sim uma alternativa ao desemprego generaliado criado pela grande informatização da sociedade. É um exemplo apenas da IV Revolução Industrial, onde a mão-de-obra não especializada não tem valor agregado e não tem autonomia para negociar seu valor somado a um Estado mínimo que negocia a favor.
O filósofo mais citado nas redes sociais, Karl Marx, com seu pensamento sobre a ‘Revolução do Proletariado’, surgiu na era da acumução de capital onde a condição de trabalho era precária e o trabalho alienado fazia com que o indivíduo não tivesse real noção de seu valor, bem simular ao que vivemos em nossa sociedade nos dias atuais.
Diante dos fatos é possível notar que se faz necessário um Estado mais atuante, desde ações capacitatórias visando a realocação de pessoas desempregadas na sociedada a até uma revisão da legislação trabalhista de forma que assegure integralmente o bem estar do trabalhador.