A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 19/07/2021

A criação da internet na Guerra Fria proporcionou no século XXI o encurtamento das distâncias comércio e consumidor, tratando-se desses responsáveis, os entregadores, a uma precarização do seu trabalho, em virtude não só das específicas leis que lhes faltam, mas também do olhar social brasileiro sobre esses trabalhadores. Sendo assim, é imprescíndivel a análise e a resolução desses entraves para a melhoria nesse serviço essensial.

Primeiramente, é válido destacar a robotização do entregador graças a ausência de direitos. Isto é retratado na realidade nacional, o crescimento e suas inadequações — dentro dos aplicativos de entregas —, como jornadas extensivas e folgas descontadas, absurdamente, são desfaios diários e uma vez que estejam sem a renda fixa eles tendem a trabalhar mais para atingir exaustivas metas para o seu sustento. Dessa forma, observa-se que a falta de reconhecimento legal implica no cárater excludente deles nas leis trabalhistas, assim precarizam e ajudam a conceitua-los como máquinas modernas.

Paralelo a isso, é relevante pontuar a naturalização do trabalho de qualquer maneira. Durante a Era Vargas, eram censurados sambas que valorizasem a malandragem, pois contrariavam com os ideais positivistas do presidente, em que acreditava que influenciaria uma nova ação social. Nesse sentido, Vargas estava certo na inflencia da arte, já que a herança do seu governo perpetua até hoje, a romantização do trabalho, mesmo que seja crucialmente sem direitos, essa limitada forma de pensar fez com que o trabalha determinasse o valor do homem, e logo normalizou para que, indevidamente, o empregado desvalorizasse suas condições de trabalho para não se encaixar no ‘‘malandro’’ que a sociedade abomina.

Fica esclarecido, portanto, a necessidade de assegurar melhores condições aos ‘‘uberizados’’ pelo Brasil. Nessa lógica, é imperativo que o Estado promova a humanização desse serviço, por meio da criação do piso salarial e leis que obriguem os aplicativos de delivery a dar férias remuneradas, folgas sem descontos, além de possibilitar o envio e análise de atestados médicos. Para que com isso, sejam levados a sério e tratados como verdadeiros batalhadores.