A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 19/07/2021

A uberização do trabalho se refere à economia do compartilhamento, que define uma relação de trabalho contemporânea, na qual se vende um serviço para alguém de forma independente, sem intermédio de empresas. Assim, essa nova forma de relação está criando novos desafios para o estado e a sociedade. Por exemplo, a perda do vínculo empregatício, traz uma série de problemas sociais como: condições precárias de trabalho, diminuição do rendimento, aumento do desemprego.

Diante desse cenário, se o governo não tomar medidas para diminuir o impacto dessas mudanças advindas da revolução tecnológica, aumentarão os problemas sociais. Uma vez que, quando o trabalhador passa para o mercado informal ele assume os riscos inerentes aos negócios. Sendo que, o profissional fica responsável pelo custo do transporte, alimentação e eventuais prejuízos relacionados ao trabalho. Como consequência, a sua renda diminui, aumenta as dificuldades para sua subsistência e de sua família.

Nesse sentido, a automatização do trabalho tende a piorar esse cenário. Visto que, a tecnologia começa a realizar tarefas que até então so eram desempenhadas por seres humanos, por exemplo, a condução de veículo. Por conseguinte, a tendência e que máquinas sejam empregas cada vez no lugar de seres humanos, os quais vão ter as suas vidas impactadas diretamente.

Outrossim, a precarização do trabalho também, acaba agravando a saúde do trabalhador. Já que, como o seu ganho diminui, esses profissionais tendem a trabalhar mais horas para complementar a renda. Como resultado, esses suscetíveis de sofrer de o esgotamento físico, mental e estresse decorrentes da rotina. Consequentemente, o número de trabalhadores encostados por motivo de saúde pelo INSS tende a aumentar.

Logo, se não houver nenhuma ação por parte da sociedade ou do Estado, os problemas sociais se agravarão. A fim de que, diminuir o impacto dessa mudança o Estado precisa investir em educação e capacitação profissional. E assim, fazer com que as pessoas que perderem seus empregos possam ser alocadas nas novas carreiras que vão surgir no mercado. Tal medida, pode ser tomada através de parceria com setor privado, além de estabelecer políticas de longo prazo, voltadas a geração de empregos e desenvolvimento da economia.