A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 23/07/2021

Desde o Iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, o atual cenário de “uberização” do trabalho mostra-se contrário ao previsto pelo Iluminismo e nessa perspectiva o trabalho é inserido em um novo cenário de precarização.

Em relação ao fato local, a Globalização e a facilidade de chegarem mais rapidamente ao seu destino tem por trás entregadores que não tem um emprego fixo e que em muitos casos seus serviços explorados. É o caso da Mais Valia, de Karl Marx que diz que o trabalhador não sabe o verdadeiro valor de seu trabalho e acaba sendo explorado pela sociedade capitalista.

Ainda é válido ressaltar, que a precarização do trabalho referencia-se ao surgimento de novas formas de trabalho a partir de um processo de mudanças ocorreram no capitalismo, que procura garantir garantir às empresas por meio da flexibilização das relações de trabalho e nessa flexibilização do trabalhador é explorado. Nessa perspectiva cabe o pensamento de Zygmunt Bauman sobre “Modernidade Líquida”, onde o autor fala que as relações modernas são individualistas e o indivíduo preocupa-se apenas com o “eu”, deixando o outro de lado.

Destarte, faz-se necessário que o Governo promulgue leis específicas humanizar o trabalho “uberizado” para que esses trabalhadores tenham seus direitos vencidos e vencidos em prática. Faz-se mister, ainda, que os precisamos que vivenciam ou tomam conhecimento de irregularidades, denunciem no sindicato da categoria e nos órgãos de fiscalização do trabalho. Dessa forma, uma sociedade continua progredindo como visto pelo Iluminismo.