A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/08/2021
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman , em sua obra “Modernidade líquida”, é evidente a fragilização e fluidez das relações sociais no âmbito pós-moderno. Tal conjuntura corroborou a valorização do acúmulo de capital e o aumento da exploração do trabalhador. Por conseguinte, tem-se a uberização do trabalho e a precarização profissional.
Ademais, no Neoliberalismo, é notória a redução da intervenção estatal no âmbito econômico e social, que culmina na flexibilização das relações humanas. Tal conjuntura promove a desregulamentação dos direitos trabalhistas e a redução da participação decisória dos sindicatos. Dessa forma, têm-se a instabilidade laboral e a diminuição salarial, principalmente, dos trabalhadores informais, que corrobora a manutenção de carga horária excessiva devido à necessidade de complementar a renda.
Outrossim, sob a perspectiva do filósofo Theodor Adorno, é explícita a massificação de necessidades, visto que se tem a atuação da Indústria Cultural. Por conseguinte, o Toyotismo, modelo econômico que objetiva atender a demanda do mercado consumista, por meio da produção flexibilizada, na qual o trabalhador é apelidado de “Canivete suíço”, devido à sua multifuncionalidade. Nesse viés, há a exploração operária e a vulnerabilidade laboral, já que é evidente a redução do assistencialismo estatal e empresarial - em caso de adversidades, como doenças e acidentes- e o incentivo à adoção do trabalho informal.
Logo, é notória a precarização e desvalorização profissional na sociedade atual. Assim, é imprescindível a atuação do Ministério do Trabalho, em conjunto com o Governo Federal, na vigência e efetivação das leis laborais previstas na Constituição de 1988. Tais medidas podem ser efetivadas por meio da fiscalização empresarial e incentivo à flexibilização das ações assistencialistas, como o seguro desemprego. Dessa forma, tem-se a garantia de uma maior seguridade trabalhista no âmbito social.