A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/08/2021
A ciência está a transformar o mundo dia por dia, por meio da tecnologia. Os avanços são tantos e diários que, por muitas vezes, mal dá para acompanhar. Tal fato reflete no mais importante fazer do ser humano, a saber, o trabalho. Visto que tais mudanças refletem na sociedade, há de se ater a regulamentação trabalhista e ao capitalismo exacerbado. Para que tais processos não exarcebem a uberização do trabalho.
Em primeiro plano, nota-se que os meados do século XX foram marcados pela luta do trabalhador por seus direitos. É necessário perceber que tais lutas se adequavam a necessidade e demanda do período. Neste caso, acompanharam as mudanças até então existentes, fator que contrasta com a conjuntura do século XXl. A sociedade do século mencionado, vive o boom da tecnologia, é necessário que a regulamentação trabalhista acompanhe estes progressos e mudanças, adequando-os à atualidade.
Neste contexto, analisa-se a crescente do capitalismo que se utiliza dos benefícios da tecnologia com vistas para o lucro e não leva em consideração, muitas vezes, a saúde do trabalhador, uma vez que faz proveito da ausência de leis atuais que beneficiem os trabalhadores e se utilizam da mão de obra barata e deficiente ergonomicamente. Como pode ser exemplificado através do livro 1984 de George Orwell, no qual os trabalhadores de grandes repartições reclamavam de seus baixos salários, saúde e condições precárias de trabalho. No entanto, segundo seus gestores, nada podia ser feito devido à ausência de normas que lhes garantissem melhores condições trabalhistas e apenas o “grande irmão” as sancionariam.
Portanto, a vista dos exemplos dados ao longo do século XX é mister que o trabalhador reivindique seus direitos alinhando-os de acordo com os avanços tecnológicos atentando-se ao chamado de Marx: “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”. Para que desta forma, o poder legislativo junto ao ministério do trabalho, regularize as leis trabalhistas frente a demanda da uberização, por meio de estudos e pesquisas no campo do trabalho, pontuando as atuais necessidades com finalidade de preservar e garantir o direito do trabalhador. Desta maneira, este poderá gozar de saúde e liberdade em seu modo de fazer o trabalho, não se limitando a uberização do mesmo.