A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 09/08/2021
O economista alemão Karl Marx, em sua obra " O Manifesto Comunista", expressa que a burguesia não pode existir sem revolucionar permanentemente os insturmentos de produção, portanto, as revoluções de produção e as relações sociais todas; ou seja , a sustentação do sistema capitalista é a contínua inovação. Nesse sentido, os trabalhos informais, a uberização e as startups são um dos novos alicerces para perpetuação do capitalismo, no entanto, ao mesmo tempo que garante autonomia ao empreender é um local instável financeiramente. Assim, a modificação no cenário trabalhista é tanto resultado do aumento do desemprego, como também em relação ao desejo profissional em ter liberdade individual.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o problema com o desemprego derivado de alguma inovação poupadora de mão de obra não é exclusivo do século XXI, sendo comprovado pelo Mnifesto Ludista, ocorrido na Inglaterra, no começo do século XIX, no qual alguns trabalhadores destruíram as máquinas que lhes “roubaram” os empregos. Desse modo, é incontestável que a tecnologia oferece inúmeros benefícios ao empresário por proporcionar a diminuição de custos e o aumento da produção e, por consequência, acarreta o aumento do desemprego. Em vista disso, pela perda de renda, essas pessoas buscam outros meios de sustentação, como o aplicativo uber que é um dos aliados para resolver a tribulação vigente, entretanto, não garante, por exemplo, direitos trabalhistas em caso de doenças e acidentes.
Sob outra perspectiva, a busca dos indivíduos em ter um espaço para exercer o próprio potencial, sem a preocupação de seguir regras, tornou uma das alternativas para esse público, seja a partir de startups ou oferecer o mesmo serviço, a exemplo do Airbnb, da rede hoteleira; contudo, para o consumidor nem sempre é benéfico, pois, o aplicativo só garante um seguro para danos ao anfitrião e em hotéis seria, na maior parte, oferecido a ambos. Dessa forma, esse cenário oferece ótimas vantagens, mas ainda não é capaz de oferecer garantias formais.
Cabe, logo, à Associação Aliança empreendedora e à Associação Brazil Fundation, realizarem um evento para orientar como ser um empreendedor para toda sociedade, principalmente para pessoas e comunidades de baixa renda e desempregada, por meio de workshop e debates com especialistas, e depois os futuros empreendedores possam ter ajuda inicial de como agir a cada situação, com o fito de promover inclusão, justiça social e oportunidades para todos. Dessa maneira, a população passará a veras máquinas como aliadas e não como ladras.