A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/08/2021
O economista alemão Karl Marx, em sua obra “O Manifesto Comunista”, expressa que a burguesia não pode existir sem revolucionar permanentemente os instrumentos de produção, portanto, as revoluções de produção e as relações sociais todas; ou seja, a sustentação do sistema capitalista é a inovação contínua. Nesse sentido, os trabalhos informais, a uberização e as startups são um dos novos alicerces para perpetuação do capitalismo, no entanto, ao mesmo tempo que garante a autonomia ao empreender é um local instável financeiramente. Assim, a modificação no cenário trabalhista é tanto resultado do aumento do desemprego, como também em relação ao desejo profissional em ter liberdade individual.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o problema com o desemprego derivado de alguma inovação poupadora de mão de obra não é exclusivo do século XXI, sendo comprovado pelo Manifesto Ludista, ocorrido na Inglaterra, no começo do século XIX, no qual alguns trabalhadores destruíram as máquinas que lhes “roubaram” os empregos. Desse modo, é incontestável que a tecnologia oferece inúmeros benefícios ao proporcionar uma diminuição de custo e o aumento da produção e, por consequência, acarreta o aumento do desemprego. Em vista disso, pela perda de renda, essas pessoas buscam outros meios de sustentação, como o aplicativo uber, que é um dos aliados para resolver a tribulação vigente.
Sob outra perspectiva, a busca dos indivíduos em ter um espaço para exercer o próprio potencial, sem a preocupação de seguir regras, tornou uma das alternativas para esse público, seja a partir de startups ou oferecer o mesmo serviço, a exemplo do Airbnb, da rede hoteleira, contudo para o consumidor nem sempre é benéfico, pois, o aplicativo só garante um seguro para danos ao anfitrião e em hotéis seria, na maior parte, oferecidos a ambos. Dessa forma, esse cenário oferece ótimas vantagens, mas ainda não é capaz de oferecer garantias formais.
Cabe, logo, à Associação Aliança Empreendedora e à Associação Brazil Fundation, realizarem um evento para orientar como ser um empreendedor para toda sociedade, principalmente para pessoas e comunidades de baixa renda e desempregada, por exemplo, por meio de workshop e debates com especialistas e depois os futuros empreendedores possam ter ajuda de como agir em cada situação, com o fito de promover a inclusão, justiça social e a oportunidade para todos. Dessa maneira, a população passará a ver as máquinas como aliadas e não como ladras.