A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/10/2021
Através dos avanços tecnológicos, surgiram diversos aplicativos para os dispositivos móveis e consequentemente novas oportunidades de emprego. Dessa forma, uma parte considerável da população optaram por trabalhar com empresas ligadas a uberização, sendo a única fonte de renda, mesmo sem nenhum benefício trabalhista. Essa problemática é precária e afeta não só a insegurança daqueles que prestam serviço, como também no aumento de crimes no delivery.
A princípio, a maioria dos funcionários que possuem vínculo com as instituições são contratados com ônus no regime do contrato da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), no qual o sálario é calculado com base nas horas trabalhadas, porém não é o que ocorre na uberização, o indivíduo recebe equivalente a quantidade de serviços prestados. Por isso, muitos excedem a carga horária de trabalho e como resultado estão mais propício a acidentes durante as entregas, com a bicicleta ou moto, meios de transportes comumente utilizado por esse profissionais.
Além disso, bandidos aproveitaram a alta de entregas durante a pandemia do novo coronavírus para aplicarem golpes com os clientes que utilizam os aplicativos. Segundo a pesquisa realizada pela empresa Uol, no período de um ano o número de denúncias contra os entregadores referente a má conduta relacionado ao pagamento aumentaram 186%. Ou seja, os consumidores não estão seguros em adquirir produtos no sistema da uberização. Realizar compras diretamente com as empresas que não possuem intermédios de terceiros é a opção mais segura para muitas pessoas.
Logo, cabe ao Ministério Trabalho promover mudanças na CLT para que profissionais que prestam serviços para empresas que utilizam a uberização sejam enquadrados como funcionário, para usufruir de todos os benefícios durante as prestações de serviços, por meio de emendas na CLT. Assim, com o decorrer do tempo, todos que usam os aplicativos irão se sentir mais seguros, tanto os clientes, como os entregadores.