A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 14/08/2021
O período da Pré-Revolução Industrial, foi marcado por muitos camponeses expulsos dos feudos. Tal marco foi visto como um possível avanço, já que não estariam mais sujeitos ao julgo do senhor feudal, porém, o que ocorreu foi o aumento dos subúrbios nas cidades e as pessoas viram-se desesperadas e famintas, o que impulsionou o capitalismo industrial e a única opção foi o trabalho em condições desumanas nas fábricas. Não distante dos dias atuais, a situação se repete. Atualmente, as leis trabalhistas flexibilizadas e a negligência com os trabalhadores informais, causaram uma precarização das condições trabalhistas.
Diante desse cenário, é importante lembrar como é necessário ter uma estrutura responsável pela garantia das leis trabalhistas no país. Contudo, o Ministério do Trabalho- criado por Getúlio Vargas em 1930- foi extinto em 2019, o que causou um aumento do trabalho informal em situações precárias, crescimento do trabalho infantil e escravo contemporâneo. Posto isso, os trabalhadores perceberam o quão invisíveis são na sociedade brasileira e como o governo não os protegem, e ainda pioram suas condições de trabalho quando podem.
Além disso, é visível como esses empregados são negligenciados nas condições de vida, até fora do serviço. Como mostra uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o atual salário mínimo é R$1.100,00 e o mínimo necessário para uma família sobreviver no país deveria ser R$5.421,84. Sem dúvidas, a diferença é alarmante, ademais, sem pensar no dinheiro, a uberização traz péssimas condições no trabalho, os empregados apresentam jornadas de trabalho exaustivas e não apresentam seguro de vida, o que não garante ao menos, segurança no serviço.
Diante disso, para que a uberização traga condições trabalhistas dignas, o Ministério da Economia, deve promover políticas que vão garantir a segurança dos trabalhadores informais. Isso pode ser feito por meio da inserção de supervisão para proteger os empregados durante o serviço, e a nova política poderá chamar “Bolsa Segurança”. Somente assim, as condições precárias no trabalho atenuarão, os empregados não serão mais negligenciados no país, e poderão confiar novamente no governo.