A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 17/08/2021

A partir da Terceira Revolução Industrial, os meios de produção e ganho de capital foram se transformando de acordo com a evolução da sociedade e seus mecanismos tecnológicos. No entanto, hodiernamente, com o crescimento de empresas e o aumento exponencial do desemprego, exige uma reflexão acerca da “uberização” do trabalho no corpo social.

Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração que o propósito das grandes empresas sempre foi e continuará sendo o lucro, sendo assim, necessita de mão de obra (de preferência barata) e que atinja a maioria das classes sociais. A partir disso, surgem as companhias de entrega e locomoção, a fim de contribuir com a cultura do imediatismo.

Além disso, com o avanço do desemprego nos últimos anos, milhares de homens e mulheres enxergam nas grandes empresas como a Uber e Ifood, uma oportunidade de ganhar dinheiro, todavia, a parte que é oculta aos desempregados, é a abstenção de direitos que são assegurados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o não fornecimento de equipamentos de trabalho.

Portanto, mediante aos fatos mencionados, é nítida a necessidade de reformas nas organizações trabalhistas desses “funcionários”. Por isso, o governo federal, como principal autoridade civil, juntamente com o Ministério do Trabalho, devem assegurar à esses trabalhadores, direitos pré existentes na constituição e realizar a o gerenciamento dessa nova regra, garantindo assim melhores condições de trabalho e menor precarização desses serviços.