A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/08/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no cenário atual é o oposto do ideal difundido pelo autor, uma vez que a “uberização” do trabalho é um entrave a ser mitigado. Essa realidade é fruto do desemprego e da urbanização centralizada.

Primeiramente, temos que o desemprego é uma adversidade progressiva, visto que, movem muitos a pobreza extrema e no melhor dos caso, à procura por qualquer meio de obtenção de renda, seja ele perigoso ou instável. Como exemplo, cabe citar a trama cinematográfica “A procura da felicidade”, que retrata essa problemática no momento em que o protagonista encontra-se desempregado e em busca de vender um equipamento para sobreviver, no qual ambos parecem estar ultrapassados para o atual mercado de trabalho.

Ademais, temos também o entrave da urbanização centralizada e descontrolada, um dos fatores de agravamento da problemática inicial, de forma que, com a constante industrialização das cidades e o exôdo rural como movimento migratório de pessoas cujo objetivo principal é a procura de trabalho, acarreta assim, o extrapolamento da demanda e oferta de empregos, contrapondo-se ao artigo 8 da Constituição federal, onde garante direitos básicos e inalienáveis a população, como saúde, educação, segurança, ao trabalho remunerado e a acessibilidade às atividades econômicas.

Diante dos fatos apresentados, cabe ao Governo Federal garantir, por meio de projetos de leis, a maior fiscalização de empresas para que haja o cumprimento da lei vigente onde protege os diretos do trabalhador, e também, de forma que seja responsável pro assegurar maior industrialização nos interiores das cidades, a fim de equilibrar a oferda e demanda de trabalho para a população em seus respectivos territórios, com o obejtivo de encerrar o estorvo central da narrativa.