A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/08/2021

O mundo está em constantes mudanças e essas ocorrem cada vez mais rápidas devido ao momento histórico, a relação do homem com o trabalho também modificou. Certamente, Getúlio Vargas criou as leis trabalhistas de acordo com as necessidades de seu tempo, posteriormente, novas necessidades surgiram e tais leis tiveram de ser modificadas. No entanto, a “uberização” da economia é vista por uns como liberdade conferida ao trabalhador e por outros como precarização do trabalho.

De acordo com a parcela mais liberal da população, a flexibilização das leis trabalhista é uma oportunidade para geração de empregos, pois não é tão caro contratar e por muitas vezes há aqueles indivíduos que não tem nenhum vínculo trabalhista com alguma empresa e poderão ser seus próprios patrões. Em um país como o Brasil, onde é comum milhões de desempregados, cada vez mais as pessoas se aventuram a trabalhar sem garantias.

Embora a “uberização” do trabalho traga novas possibilidades de crescimento, para a parcela com menos escolarização e habilidades, corre o risco de não se aposentarem e se adoecerem não ter condições de se manterem, logo, para essa fatia da população o trabalho foi precarizado. Esse fenômeno tem consequências distintas para as pessoas, as possibilidades de ganhos são distintas para youtubers, pessoas que vendem cursos online, empreendedores, comparados com motorista de aplicativos e entregadores. Para uns é liberdade, já para outros e precarização.

Portanto, visando uma maior segurança para os trabalhadores o Ministério do Trabalho deve facilitar a aposentadoria e o auxílio-doença de trabalhadores informais. Por meio de boletos pagos mensalmente pelo trabalhador, com cadastro online para que esse trabalhador informal tenha mais segurança e não viva de forma precária.