A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 16/09/2021

De acordo com o filósofo inglês Bertrand Russel, “A mudança é indubitável, mas o progresso é uma questão controversa”. Nesse preâmbulo, a uberização do trabalho é um quadro ocasionador de muitos problemas, revelando-se um progresso questionável. Dessa maneira, a situação provoca não só condições precárias de trabalho, mas também a não garantia de emprego para os indivíduos.

É necessário, primeiramente, salientar a precarização do serviço como consequência do impasse, pois os trabalhadores tendem a receberem baixos salários, além de não terem direito a folgas e outros benefícios comuns. Nesse sentido, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constata em suas pesquisas a diminuição de empregos com carteira assinada, o que prova a crescente precarização laboral no Brasil. Dessa forma, é necessária a implementação de medidas para que hajam melhores condições no ramo.

Outrossim, o iminente desemprego dos cidadãos que trabalham sem carteira assinada é um maleficente resultado do cenário tecnológico atual. Nesse sentido, devido à comercialização do trabalho, essas pessoas não possuem garantia laboral, o que causa insegurança e ansiedade em indivíduos de baixa renda. Segundo professores da UniCEUB, a uberização contribui para problemas no serviço, haja vista que o indivíduo no ramo estará totalmente desamparado pela legislação. Diante disso, é visível a maneira como o quadro afeta a população.

Urge, portanto, que o Governo Federal, aliado ao Ministério do Trabalho - responsável pela geração de empregos no Brasil -, por intermédio da criação de leis trabalhistas no ramo, promovam melhores condições laborais para as pessoas com renda própria, a fim de diminuir os problemas enfrentados por esses cidadãos. Além disso, o Ministério do Trabalho deve proporcionar a geração de empregos para que não haja necessidade de situações precárias. Dessa forma, haverá uma melhora no panorama atual.