A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 13/09/2021
A 4 Revolução Industrial não alteoru apenas a indústria mundial, mas também as relações trabalhistas ao redor do planeta. Nessa perspectiva, a uberização do trabalho na era tecnológica é um meio encontrado pelos trabalhadores para ter acesso a uma maior liberdade no século XXI. Contudo, esse processo representa uma precarização dos elos laborais e retira os aparatos legais que visam à segurança dos prestadores de serviço. Logo, medidas são necessárias para assegurar esses direitos e tornar segura as modificações trazidas pela revolução.
Decerto, é fulcral analisar a demanda por serviços rápidos na contemporaneidade. Nesse contexto, o aumento tecnológico permitiu as pessoas a facilitação e barateamento do acesso aos serviços através de aplicativos como Uber e Ifood. Assim, há uma priorização por trabalhos rápidos e menos burocráticos, o que influencia na minimização do contato entre empregador e empregado. Assim, esses elos distantes ilustram a teoria da Modernidade Líquida do sociólogo Zygmunt Bauman, a qual descreve as relações sociais e econômicas como frágeis e fugazes. Logo, para refutar esse pensamento é imprescindível uma reestruturação desse novo modelo laboral.
Ademais, as condições laborais dos trabalhadores informais evidenciam um descuido quanto à segurança desses cidadãos. Nesse sentido, essas relações contratuais não possuem uma legislação que propicíe a eles uma garantia de salário, férias ou plano de saúde, distanciando-se daquelas instaladas por Getúlio Vargas na Constituição de 1937. Destacando essa realidade, o filme “Você não estav presente” retrata a busca de Rick por estabilidade financeira e liberdade por meio do trabalho informal, mas encontra-se preso em uma relação implicitamente exploratória, Desse modo, torna-se evidente um lado pouco exibido do fenômeno da uberização.
Infere-se, portanto, as relações informais de trabalho como cerceadoras da liberdade e segurança dos empregados. Isso posto, cabe ao Poder Legislativo- responsável por criar e aprovar leis- aumentar as medidas que asseguram os vínculos de responsabilidade entre as empresas contratantes e os servidores por meio de auxílios em caso de acidentes e seguros semelhantes aos aplicados aos trabalhos formais. Tal ação tem objetivo de mitigar a exploração laboral. Além disso, é dever do governo federal criar projetos de estruturação do fenômeno da uberização, pois por ser novo, ainda encontra-se sem regulamentações. Isso deve ser feito por meio de leis que aumentem a importância e cuidado com esses trabalhadores oferecendo principalmente jornadas fixas e férias remuneradas com intuito de tornar justa essa forma de serviço. Somente assim, a quarta revolução indutrial aplicar-se-á corretamente no Brasil.